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Compra do Banco Master pelo BRB coloca Galípolo sob pressão
Sob pressão política e dos bancos, Banco Central terá até 360 dias para decidir sobre compra do Master pelo BRB
Sob intensas pressões políticas e do mercado financeiro, a aquisição do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) — operação que movimenta bilhões e envolve ativos de alto risco — se transformou em um dos maiores desafios já enfrentados pela atual diretoria do Banco Central. A análise é da Folha de S.Paulo, que revelou os bastidores da transação, marcada por disputas entre grandes bancos, guerra de narrativas políticas e desinformação sobre os próximos passos da autoridade monetária, agora presidida por Gabriel Galípolo.
A operação de reorganização societária está submetida à análise do Banco Central, com base nos procedimentos definidos pela Resolução 108 da autarquia, e pode levar até 360 dias para ser concluída. Apesar do prazo máximo, a expectativa é de que a decisão venha mais rapidamente, dado o peso político e econômico do negócio — já tratado como o mais emblemático desde as compras do Panamericano pela Caixa e do Votorantim pelo Banco do Brasil. Em todos esses casos, os compradores foram bancos públicos, o que reascende o debate sobre o papel do Estado no sistema financeiro.
O anúncio da compra trouxe à tona o nome de Daniel Vorcaro, dono do Master, conhecido por operações arriscadas com precatórios e CDBs de alto rendimento lastreados no FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mecanismo financiado pelos próprios bancos. Estima-se que o Master tenha emitido cerca de R$ 50 bilhões em CDBs, quase metade da capacidade total do FGC, hoje em torno de R$ 107 bilhões.
Desmentidos e boatos envolvendo o presidente do BC - O fim de semana foi marcado por especulações envolvendo reuniões entre Galípolo e os presidentes dos bancos BTG Pactual e Itaú Unibanco. A assessoria do BC precisou vir a público negar qualquer encontro entre os executivos e o presidente da instituição para tratar do negócio. As informações falsas circularam em meio a expectativas de que o BC rejeitaria o acordo antes mesmo da abertura oficial do processo de análise.
“O Banco Central ainda não iniciou a análise da operação e, como de praxe, não comenta casos de instituições individualmente supervisionadas”, informou a autarquia à Folha.
Condições para fechamento e riscos envolvidos - Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o contrato com o Master foi assinado e os mais de 30 documentos exigidos foram protocolados junto ao BC às 23h59 da última sexta-feira (28). O fechamento da operação, no entanto, está condicionado ao cumprimento de cinco exigências:
- Conclusão satisfatória, para o BRB, da auditoria dos ativos e passivos do Master;
- Reorganização do próprio Banco Master;
- Aprovação do BC para a formação de conglomerado prudencial liderado pelo BRB;
- Homologação dos aumentos de capital nas duas instituições;
- Aprovações antitruste do Cade e do BC.
Costa ressaltou que os ativos de maior risco — como precatórios, ações judiciais e participações societárias — ficarão de fora da transação. “Nossa diligência precisa ser conclusiva e satisfatória. A estimativa preliminar desses ativos é de R$ 23 bilhões, podendo ser maior”, afirmou ele.
Reações políticas e bancárias - A movimentação do BRB também gerou reações dentro do setor público. Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e aliado do presidente Lula, afirmou em sua rede social: “Está em curso um dos maiores escândalos do país”, indicando que o BC já teria estudos apontando problemas no Master.
Cappelli, que foi auxiliar direto do ministro Flávio Dino no Ministério da Justiça e tem aspirações eleitorais no Distrito Federal, direcionou suas críticas à gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB). Em resposta, Ibaneis rebateu: “Quase quebraram o BRB na gestão deles. Recebemos a chave da Polícia Federal na época do Rodrigo Rollemberg. Isso o Cappelli não fala.”
Enquanto isso, representantes dos grandes bancos, ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato, demonstraram preocupação com o modelo de negócios do Master. Segundo esses interlocutores, o BC já vinha apertando as regras do FGC desde janeiro de 2024, exigindo maior alocação em títulos públicos, mas a operação em curso acendeu novos alertas no setor privado.
Galípolo no centro da pressão - A análise da operação será um grande teste para Gabriel Galípolo, cuja condução à presidência do BC já foi alvo de debates políticos. A avaliação do mercado é que ele enfrentará pressões de todos os lados — inclusive de aliados do governo — e que a operação será usada como termômetro da sua postura diante de interesses conflitantes.
O vazamento da negociação antes da publicação do fato relevante, na última sexta-feira, foi interpretado como uma tentativa de apresentar o acordo como “fato consumado”, o que aumentou a irritação no mercado.
Procurado, Daniel Vorcaro não quis se manifestar. Próximo ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro, Vorcaro também teve seu nome envolvido em manobras legislativas. Em 2023, Nogueira apresentou uma emenda à PEC da autonomia do BC propondo elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por investidor.
Tensão interna e impactos institucionais - Dentro do BRB, a notícia surpreendeu até mesmo funcionários do alto escalão. Após o comunicado ao mercado, Paulo Henrique Costa reuniu sua equipe de gestores na sexta-feira e marcou uma live com os demais funcionários para esta segunda-feira (31), buscando alinhar a comunicação interna diante do turbilhão que tomou conta do setor.
Servidores da Caixa Econômica Federal também acompanham o caso com atenção. Costa é funcionário de carreira da Caixa e ocupou diversos cargos estratégicos antes de assumir a presidência do BRB em 2020, a convite de Ibaneis Rocha. A compra do Master, em sua gestão agressiva, pode se tornar um marco — ou um fardo — para a trajetória institucional do banco.
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